O que fazer quando o PC não liga?

O tutorial abaixo pretende ser um guia de orientação para os casos que o computador não liga e no final apresenta ainda alguns diagnósticos de computadores com mal-funcionamento. Claro que não abrange todas as situações mas sim uma boa parte delas.
Antes de continuar, é importante conhecer e entender o que é o POST: trata-se de uma rotina de testes que é feita quando o computador é ligado, se o teste é concluído com sucesso um bip é emitido e o computador continua a ligar normalmente. Qualquer sequencia de bips ou mesmo a ausência de bip vai nos ajudar a encontrar os problema.
Para maiores informações, visite o Wikipedia que tem uma boa página a respeito do assunto em português: http://pt.wikipedia.org/wiki/POST .

1 – Ao ligar o PC, o cooler traseiro da fonte gira, o led de energia frontal é aceso e pode-se escutar o barulho dos discos rígidos?

SIM – Passe ao próximo item.

SIM, MAS DESLIGA EM SEGUIDA – verifique a chave de voltagem atrás da fonte de alimentação: fontes de alimentação novas costumam vir com a chave em 220V, o que faz com que este problema aconteça quando ligada numa rede de 110V.

NÃO – Verifique se a tomada está recebendo eletricidade (você pode verificar isso ligando outro aparelho nela),verifique a conexão dos cabos de força, fusíveis de estabilizadores e filtros de linha caso haja, se nada resolver provavelmente trata-se de fonte queimada, substitua-a e verifique se esse é mesmo o problema, em caso positivo coloque uma nova fonte no PC.

Verifique também se o jumper de de limpeza da BIOS (Clear CMOS) não está ligado na posição errada, ele deve ficar na posição “normal”, ou seja, qualquer posição que não seja a de limpeza da BIOS.

Algumas fontes possuem um interruptor de liga/desliga na parte traseira, verifique se o mesmo está ligado.

2 – É escutado um bip breve, indicando que o POST foi concluído com sucesso?

SIM – Passe ao próximo item.

NÃO, MAS O PC CONTINUA A LIGAR NORMALMENTE MESMO ASSIM – o auto-falante da placa-mãe está desligado, ligue-o e passe para o próximo item.

NÃO, NENHUM BIP É ESCUTADO – A primeira hipótese seriam os pentes de memória sujos ou queimados: retire, limpe e recoloque-os, tente outra vez testando um a um (caso haja mais de um). Caso isso não resolva, teste estes pentes em uma outra placa-mãe, caso funcionem o problema pode ser o processador: verifique se o mesmo está com o cooler bem colocado, se possível teste-o em outra placa-mãe. Se os pentes de memória e o processador do PC com problemas funcionarem em outra placa-mãe o problema é a placa-mãe do PC problemático, substitua-a, caso contrário substitua o componente defeituoso.

NÃO, SÃO ESCUTADOS MAIS DE UM BIP – Na maioria dos casos trata-se de sujeira no slot da placa de vídeo, retire e limpe-a. Se possível experimente-a em outro PC para ter certeza que o problema não está nela. Se a placa de vídeo estiver funcionando e o slot estiver limpo, retire todos componentes e vá conectando um a um no PC até encontrar aquele que tem o problema (se possível teste com uma outra fonte que você tem certeza que está funcionando).

Cada placa-mãe possuí uma seqüência de bips diferente para problemas diferentes, com base no seu chip de BIOS você pode procurar o significado destes bips no site do fabricante dos chips de BIOS ou mesmo em outras páginas do assunto na na internet.

3 – Aparece na tela a mensagem BOOT DISK FAILURE ou algo similar, indicando falha no disco de boot?

NÃO – Passe para o próximo item.

SIM – Verifique se a seqüência de boot está correta na BIOS e se os cabos estão ligados ao disco rígido (cabos de dados e alimentação elétrica). Se tudo isto estiver OK, teste um cabo de dados novos para o HD. Se ainda sim falhar, provavelmente o disco rígido está com problemas e terá que ser substituido.

4 – O computador para durante o carregamento do Microsoft Windows ou outro sistema operacional?

NÃO – O computador em questão está ligando, se não funciona já é outro problema. As principais causas de computadores com mal-funcionamento e que reinicializam o PC de maneira repentina ou mesmo desligam podem ser:
super-aquecimento: limpe a poeira no interior do PC, lubrifique ou substitua cooler (ventoinhas) barulhentas ou emperradas e se necessário adicione outras mais.

-RAM com problemas: verifique usando o programa memtest que está presente no CD do Ubuntu, basta bootar a partir do CD do Ubuntu e escolher a opção teste de memória. O teste demora de 20 a 40 minutos e está concluído quando aparecer “Pass 1” ou qualquer numero maior que 1 na tela. Erros de memória são indicado por faixas vermelhas na tela, nelas você pode constatar em que MB da memória está o problema e a partir daí substituir o pente com mal-funcionamento.

- Vírus: instale um bom anti-vírus, atualize-o, e faça uma varredura no PC.

- Arquivos de sistema corrompidos: só reinstalando o Sistema Operacional.

SIM – Provavelmente o Sistema Operacional teve arquivos de sistema corrompidos ou apagados, a causas disso podem ser vírus, desligamento incorreto ou até um disco rígido começando a ficar com problemas. Será necessário reinstalar o sistema operacional, se o problema se tornar recorrente procure pelas ferramentas de verificação de disco rígido na página do fabricante do seu disco rígido e faça uma verificação no mesmo, ele pode estar chegando ao final de sua vida útil, o melhor é comprar um novo.

Qualquer dúvida, sugestão ou correção não deixei de falar comigo pelo e-mail citado no início, obrigado!

Distribuido sob uma Licença Creative Commons Atribuição, Não-comercial. (Você pode copiar, compartilhar e alterar o texto, citando a autoria e mantendo a mesma licença, mas não pode comercializá-las, a menos que seja com a minha autorização.)

Rapidinha – Squid como Proxy Transparente no CentOS

Instale o Squid:

# yum install squid

Abra o arquivo /etc/squid/squid.conf e edite as seguintes linhas:

Linha 73:

http_port 3128

Esta linha define a porta em que o Squid estará escutando, o complemento “transparent” deve ser usado quando se pretende fazer um proxy transparente.

http_port 3128 transparent

Linha 738:

#cache_mem 8 MB

Quantidade de memória RAM que poderá ser usada para cache do Squid, o padrão com a linha comentada é 8 MB. Recomenda-se usar com cautela evitando colocar mais da metade da memória RAM disponível na máquina ou dependendo da situação até menos. É preciso descomentar a linha para ter efeito.

cache_mem 512 MB

Linha 993:

#cache_dir ufs /var/spool/squid 100 16 256

Configurações do cache feito em disco, o primeiro numeral (100 no caso) indica, em MegaBytes, o espaço em disco que poderá ser usado para este fim. A linha precisa ser descomentada para qualquer alteração surtir efeito.

cache_dir ufs /var/spool/squid 512 16 256

Linhas 2522 e 2523:

#acl our_networks src 192.168.1.0/24 192.168.2.0/24
#http_access allow our_networks

Libera o acesso no Squid para a rede interna. Precisam ser decomentadas e, caso necessário, reconfiguradas para terem efeito:

acl our_networks src 172.16.0.0/16
http_access allow our_networks

Salve e saia do arquivo.

Habilite o Squid:

# /etc/init.d/squid start

Faça o redirecionamento da porta 80 para a porta 3128 pelo iptables:

# iptables -t nat -A PREROUTING -i eth0 -p tcp –dport 80 -j REDIRECT –to-port 3128

Salve a configuração do iptables:

# service iptables save

Proxy transparente com Squid funcionando!

Rapidinha – NTFS no CentOS

AVISO! Não me responsabilizo por eventuais perdas ou corrosão de arquivos ou partições vindo do uso das instruções abaixo, faça uso por conta e risco próprio.

Apesar de tudo, deve funcionar sem maiores problemas! Funcionou bem comigo. =]

Primeiro, instale o repositório RPMForge:
#wget http://apt.sw.be/redhat/el5/en/i386/RPMS.dag/rpmforge-release-0.3.6-1.el5.rf.i386.rpm

Instale a chave DAG’s GPG:
#rpm –import http://dag.wieers.com/rpm/packages/RPM-GPG-KEY.dag.txt

Verifique o pacote que você baixou:
#rpm -K rpmforge-release-0.3.6-1.el5.rf.*.rpm

Instale o pacote:
#rpm -i rpmforge-release-0.3.6-1.el5.rf.*.rpm

Instale os seguintes pacotes agora via yum:
#yum install fuse fuse-ntfs-3g dkms dkms-fuse

Curiosamente o CentOS só montará as partições NTFS se for reiniciado após as instalçoes acima (se alguém souber um outro jeito de fazer isso sem reinicar por favor me avise!):
#reboot

Crie o diratório onde a partição será montada:
#mkdir /mnt/win

Montando com suporte somente a leitura (nos exemplos usaremos a partição /dev/sda5, substitua conforme seu caso):
#mount -t ntfs-3g /dev/sda5 /mnt/win/ -o ro

Montando com suporte somente a leitura e escrita:
#mount -t ntfs-3g /dev/sda5 /mnt/win/ -o rw

Ou adicione UMA das linhas abaixo ao /etc/fstab, a primeira tem suporte apenas a leitura e a segunda a leita e escrita:
/dev/sda5       /mnt/win   ntfs-3g  ro,umask=0222,defaults 0 0
/dev/sda5       /mnt/win   ntfs-3g  rw,umask=0000,defaults 0 0

É isso aÍ!

Bibliografia:
http://wiki.centos.org/TipsAndTricks/NTFSPartitions
http://centosbr.org/site/forum/viewtopic.php?topic_id=1100&viewmode=flat&order=ASC&type=&mode=0&start=0

Rapidinha – Zerando a MBR pelo Linux

Como root execute o comando abaixo trocando se necessário /dev/hda pelo HD desejado (ex.: sda, hdb):

dd if=/dev/zero of=/dev/hda bs=512 count=1

Esses dias atrás peguei um PC no qual o CD de instalação do Windows XP não iniciava de maneira nenhuma: testei a RAM (que estava OK diga-se de passagem), coloquei outro drive de CD-ROM, tentei outro CD de instalação do Windows XP e nada. Achei estranho quando constatei que qualquer CD “bootável” de Linux iniciava sem problemas e, detalhe, ele tinha Linux instalado no seu HD.

O que pensei? MBR! Zerei a MBR pelo Linux com o comando acima e fim de problema, o CD de instalação do Windows XP passou a “bootar” numa boa!

Windows XP deve ter nojo de MBR que Linux põe a mão. =p

Pós-instalação para Ubuntu 7.10

Muito bem, antes de tudo é preciso habilitar alguns repositórios de pacotes, vá até o menu “Sistema > Administração > Gerenciador de Pacotes Synaptic” e entre a senha quando solicitado.

Com o Gerenciador de Pacotes Synaptic aberto, vá “Configuração > Repositórios”, na aba “Programas do Ubuntu” selecione os 4 primeiros itens deixando o “Código fonte” desmarcado. Vá para aba “Atualizações” e marque o dois primeiros itens (gusty-security e gust-updates). Clique em “Fechar” para sair e clique no botão “Recarregar” que aparece no canto esquerdo superior do programa.

A partir e agora fazemos as instalações pelo terminal, aperte Alt+F2 e chame o “xterm”.

Linhas de comando iniciadas por # devem ser executadas pelo root.
Linhas de comando iniciadas por $ podem ser executada por qualquer usuário do sistema.

Para se tornar root num terminal, use o comando “sudo -i” e entre com a senha quando solicitado.

OpenOffice e Firefox em português:

#apt-get install openoffice.org-l10n-pt-br mozilla-firefox-locale-pt-br

Suporte aos formatos de audio mais comuns (mp3, wma e outros):

#apt-get install gstreamer0.10-plugins-bad gstreamer0.10-plugins-ugly

Plugin do Adobe Flash para o Firefox:

#apt-get install flashplugin-nonfree

Descompactadores para Rar e 7zip:

#apt-get install unrar p7zip

Instalação do mplayer com suporte à legendas e formatos de vídeos mais comuns (wmv, avi, rmvb e outros) e plugin do Firefox:

#apt-get install mplayer mplayer-fonts mozilla-mplayer

Obs.: Serão usados alguns pacotes não-oficais como o w32codecs e libdvdcss2 da http://www.medibuntu.org/.

#wget http://www.medibuntu.org/sources.list.d/gutsy.list -O /etc/apt/sources.list.d/medibuntu.list
#wget -q http://packages.medibuntu.org/medibuntu-key.gpg -O- | apt-key add – && apt-get update
#apt-get install w32codecs libdvdcss2

Fontes mais comuns da Microsoft:

#apt-get install msttcorefonts

Drivers de vídeo da NVidia (versões mais recentes):

#apt-get install nvidia-glx-new
#nvidia-glx-config enable

Aconselhável rebootar a máquina depois de instalar os drivers de vídeo da NVidia:

#reboot

Java e plugin do Java para Firefox:

#apt-get install sun-java5-jre sun-java5-plugin

Obs.: Quando solicitado, concorde com os termos da licença DLJ.

Crie o link para o Java:

#ln -s /usr/lib/jvm/java-1.5.0-sun-1.5.0.06 /usr/java

Com isso, seu Ubuntu já está mais apto a enfrentar as necessidades do dia-a-dia =]

Estamos de volta – não só mais o Slackware

Olá pessoal,

Andei muito ocupado esses dias mas pretendo voltar com o blog agora que as coisas acalmaram. Porém, com uma nova proposta: não só mais o Slackware.

Não só mais o Slackware?

É, não mais.

A partir de agora o blog vai abordar outras distribuições e até outros sistemas operacionais, em especial Ubuntu e OpenBSD.

Tenho usado bastante o Ubuntu e posso afirmar com muita convicção que é a melhor distribuição Linux para iniciantes e até mesmo para usuários antigos preguiçosos (como é meu caso). Incrível como instalar um programa fica simples no Ubuntu, o visual limpo e atraente do Gnome interage muito bem com usuários vindos de outros ambinetes/sistemas operacionais e há muita documentação boa em português além de comunidades nacionais bem ativas. Creio que para servidores há possbilidades melhores, mas para um típico PC o Ubuntu atende muito bem!

Site oficial do Ubuntu: http://www.ubuntu.com/
Planeta Ubuntu Brasil, excelênte site nacional: http://planeta.ubuntubrasil.org/

O OpenBSD prima pela extrema simplicidade, segurança e estabilidade. Em 10 anos o projeto teve apenas duas falhas graves na instalação padrão. Não chama a atenção pelo desempenho – quem faz isso é o FreeBSD – nem pela ampla portabilidade – este é o NetBSD – mas sim por segurança e estabilidade. Interessante também é a filosofia do projeto: nada de drivers ou software proprietário, o ideal é que estejam sob a licença BSD mas a GLP também é aceita. O bom-humor dos desenvolvedores é único e toda versão conta com uma música própria – muito bem feita por sinal – que trás crítica à outros projetos abertos ou problemas com drivers proprietários. Estou me surpreendendo a cada dia com o OpenBSD e viciado nas músicas das versões 3.6 (Ponderosa Puff, som no estilo country) e 4.2 (um rock progressivo que lembra muito Rush). O site oficial tem ótima documentação sendo que a maior parte já foi traduzida para português.

Site oficial do OpenBSD: http://www.openbsd.org/
Músicas do projeto OpenBSD (com as letras e arquivos para baixar): http://www.openbsd.org/lyrics.html

Bom, por hora é isso, até os próximos posts!

Arch Linux, minha nova cobaia – primeiras impressões

Quais as qualidades que te interessam em uma distribuição Linux? Para mim são velocidade, estabilidade e simplicidade, caracteristicas bem conhecidas do Slackware. Desde que ingressei no mundo Slack não tive mais vontade de procurar nada: documentação farta e comunidade ativa de brasileiros, um sistema que atendia todas minhas necessidades.

Fiz, ainda assim, tentativas com outras distros: Ubuntu, Mandriva, PCLinux, Debian, Fedora… mas nada me atraiu. Geralmente essas distros tentam fazer tudo por conta, automaticamente, são pouco flexíveis (tenho um P100 com 32MB de RAM rodando Slackware 12 rodando folgado como gateway e baixando torrents 24 hrs. por dia, é verdade que também roda Apache com PHP e MySQL enquanto faz tudo isso mas é só a título de experiência… enfim, quase nenhuma distro “grande” entraria num PC destes com tanta tranquilidade e sem malabarismo) e são (excessão ao Debian) muito dependente do modo gráfico e de ferramentas gráficas. Ferramentas gráficas são legais, mas nem sempre funcionam bem. Acho mais seguro fazer a coisa alí, na linha de comando, vendo a saída de erro se algo não dá certo.

Tudo bem, posso ter me aprofundado pouco nas distros em questão, e em muitas outras mais, porém sou adepto da filosofia KISS do Slackware: Keep It Sample, Stupid! – Mantenha Isso Simples, Estúpido! – e pelo visto ninguém tem compartilhado dessa filosofia ultimamente.

Outra coisa que me desmotiva é que praticamente todas as distros descendem da “santa trindade” Slackware, Red Hat e Debian. Não gostei do Fedora, excluí-se ai os derivados de Red Hat. Debian e seus afins não me atrairam também, apesar de que acho muito interessante e de extrema importância o projeto desenvolvido peloUbuntu. Slackware eu já uso. Em vez de ficar vendo mais do mesmo decidi ir atrás de distros que fossem feitas a partir do zero, ou “from scratch”. Foi quando a coisa melhorou.

Primeiro fui atrás do GoboLinux, projeto brasileiro pouco conhecido que tem como objetivo reestruturar toda árvore de diretórios do Linux de um modo mais lógico e prático. Apesar da competência dos desenvolvedores e do belo trabalho achei a idéia muito radical, mas uma coisa chamou a atenção: a distribuição era rápida, bem rápida. O KDE “voava”, os outros aplicativos gráficos também respondia bem rápido. O segredo? A distribuição toda era compilada i686. Slackware é i486.

Pensei em compilar os pacotes do Slackware para arquitetura k8 (uso um Athlon 64 aqui) mas, devido ao trabalho que teria, decidi continuar procurar mais um pouco antes.

Descobri o Slam64, um Slackware compilado par arquitetura x86_64. Boa! Ficaria mais otimizado que o i686 usando todo potência do processador! Só que o fato de ser mantido por uma pessoa só não me agradou… decidi procurar um pouco mais e daí veio a feliz surpresa: Arch Linux!

Arch Linux é um linux from scratch, segue a filosofia KISS e é compilado em i686 e x86_64. Sua instalação base é feita em modo texto e trás SOMENTE o básico para o sistema funcionar, deixando você modelar o SO conforme sua necessidade. Você vai precisar baixar o Xorg, seu gerênciador de janelas, o ALSA e tudo mais se pretende um desktop, senão baixe apenas o pacotes do servidor pretendido. Perfeito! Não é sem motivo que vem sendo chamado poraí de Slack Killer. =]

Um belo atrativo é o sistema de pacotes “pacman”. Consegue ser bem simples e prático ao mesmo tempo (e, na minha insiginificante opnião, bem melhor que o apt-get e o yum). Há repositórios oficiais e da comunidade que são muito bem atualizados e relativamente completos. A única coisa que não me agradou muito foi a dependência de uma boa conexão de internet para baixar os pacotes, o CD de instalação é bem pobre e só com ele não se faz muita coisa, porém uma olhada pelo Google deve ensinar um jeito para criar repositórios locais em CDs ou DVDs, é questão de pesquisar um pouco. ;-)

Estou usando o Arch Linux para x86_64 e estou impressionado: é rápido e sólido! Talvez em breve possa pintar um tutorial de instalação e pós-intalação dele aqui.

Gosto muito de Slackware, dificilmente vou abandonar ele, mas tem muita gente poraí com boas idéias e um bocado de atitude, é sempre bom estar de olho.

Para saber mais:
Página oficial: http://www.archlinux.org/
Página nacional: http://www.archlinux-br.org/
Guia de Instalção: http://homepages.dcc.ufmg.br/~soriano/arch_linux/guiadeinstalacaodoarchlinux.html

Experimentem e postem suas opniões!

Instalação de Programas no Slackware

Programas podem ser instalados a partir de pacotes binários pré-compilados para sua distribuição/versão (oficiais ou de terceiros), compilação a partir do código-fonte, a partir de um SlackBuild ou ainda sim de um instalador binário (este quase sempre pertencendo a programas proprietários).

Conceitos:

Um pacote binário pré-compilado é um programa pronto para ser usado pelo sistema, bastando instalar.

Um código-fonte permite que você altere (se lhe interessar) compile e instale o programa.

Um instalador binário é um programa que fará a instalação quando executado.

Nota: Todo instalação de programa no sistema deverá ser efetivada pelo usuário “root”.

1 – Instalação a partir de pacote binário pré-compilado da sua distribuição/versão

Os pacotes pré-compilados são programas prontos para serem usados compactados, bastando instalá-los. Ex:

root@localhost# installpkg gimp-2.4-i486.tgz

Para remover, o procedimento é igualmente simples:

root@localhost# removepkg gimp-2.4-i486.tgz

Os pacotes podem ser oficiais, aqueles que acompanham os Cds de instalação do Slackware ou criados por terceiros (contribuições de usuários espalhados pelo mundo todo).

Deverá ser instalado um pacote compatível com sua distribuição e versão, sendo assim pacotes do Slackware 10 podem não funcionar bem no Slackware 12.

Os nomes dos pacotes seguem a seguinte síntese: programa-versão-arquitetura-compilação_e_autor.tgz

* programa: nome do programa em questão.
* versão: versão do solicitado programa
* arquitetura: arquitetura de sistema ao qual é destinado o pacote (geralmente i486 no Slackware)
* compilação_e_autor: número da compilação do programa e sigla do autor com 3 letras (usado apenas em pacotes de terceiros).
* tgz é o formato do pacote, na verdade não passa de um arquivo tarball comprimido em gunzip. Outras distribuições usam .deb, .rpm, etc.

O sistema de pacotes do Slackware é extremamente simples, sendo que não verifica pendências ao instalar um pacote. Pendência são outros programas necessários para a execução do programa principal. Como exemplo podemos citar o KDE que tem como uma de suas pendências a biblioteca QT. Caso haja pendências, estas devem ser verificadas junto a documentação que acompanha o código-fonte do programa ou no site do mesmo. Também pode-se ler a saída de erro ao tentar executar o programa num shell e interpretar qual a pendência necessária.

Um bom lugar para se procurar pacotes compilados de terceiros para Slackware é http://linuxpackages.net/.

Você pode administrar os pacotes pré-compilados também pela ferramenta pkgtool,a qual só o root tem acesso:

root@localhost# pkgtool

2- Compilação a partir do código-fonte

Uma instalação também pode ser feita a partir do código-fonte. Esta opção é viável se você não encontra o pacote binário pronto para sua distribuição/versão ou se prefere fazer uma instalação mais otimizada do programa em sua máquina: programas compilados tendem a ser mais rápidos pois são compilados conforme a arquitetura exata da máquina em que serão usados. Não espere um desempenho estrondoso, apenas ligeiramente mais rápido.

O primeiro passo é visitar o site do programa e baixar o código-fonte e descompactá-lo para a pasta /usr/src que, pelo padrão de diretórios Linux, é onde os códigos-fonte devem estar e ir até o diretório:

root@localhost# wget -c xmms-1.2.11.tar.gz

root@localhost# tar xvf xmms-1.2.11.tar.gz -C /usr/src

root@localhost# cd /usr/src/xmms-1.2.11

No diretório do código-fonte a instalação pode se resumir, genericamente, a: ./configure, make e make install.

root@localhost# ./configure

root@localhost# make

root@localhost# make install

E para desinstalar:

root@localhost# make uninstall

Este é o método rápido, você pode melhorar um pouco ele:

Antes do ./configure você pode definir as CFLAGS e as CXXFLAGS que garantirão um compilação otimizada do código-fonte (e portanto do programa) ao seu processador:

root@localhost# CHOST=”i686-pc-linux-gnu”

root@localhost# CFLAGS=”-march=i686 -O2 -pipe -fomit-frame-pointer”

root@localhost# CXXFLAGS=”${CFLAGS}”

Acima, após, o CHOST que identifica a arquitetura geral e sistema operacional, os parâmetros de CFLAGS definem que o código fonte terão uma otimização segura (-O0 é nula, -O1 é fraca e -O3 é absurda, podendo ser perigosa e causar travamentos durante a execução do programa) e voltados à máquinas de arquitetura i686 (processadores das famílias AMD k7 ou Intel Pentium Pro adiante). Eliminamos também o uso de frame pointer (-fomit-frame-pointer), que é desnecessário a maior parte do tempo. As CXXFLAGS serão iguais as CFLAGS.

Pode-se otimizar ainda mais sendo mais específico na arquitetura do processador no CFLAG: i386, i486, i586, i686, pentium, pentium-mmx, pentiumpro, pentiumpro, pentium2, pentium3, pentium4, k6, k6-2, k6-3, c3, athlon, athlon-tbird, athlon-xp, athlon-4, athlon-mp, k8, prescot, nocona, etc.

Um conjunto de CFLAGS e CXXFLAGAS detalhadas podem ser encontradas em http://wiki.archlinux.org/index.php/Safe_CFlags .

Durante o ./configure você pode definir alguns parâmetros para uma instalação mais refinada:

root@localhost# ./configure –prefix=/usr –sysconfdir=/etc –localstatedir=/var

Isto faz os arquivos de logs irem para /var, os arquivos de configurações pata /etc e todos os outros para /usr, que são os lugares deles conforme a arquitetura de diretórios padrão Linux. Caso não seja especificados geralmente todos irão para o diretório /usr/local .

Leia sempre os arquivos INSTALL e README que acompanham o código-fonte, eles contém informações importantes como alguns parâmetros especiais que devem ser usados no ./configure dependendo do programa, ou senão use o help do próprio configure:

root@localhost# ./configure –help

Caso o comando ./configure falhe, leia a saída de erro e veja qual o problema, geralmente se trata de uma pendência de programa não satisfeita.

O passo seguinte é o comando make que, com base nas configurações passada pelo ./configure e armazenada no arquivo Makefile irá compilar o programa:

root@localhost# make

Caso você trabalhe com um processador de mais de um núcleo pode usar a opção -j3 para deixar a compilação mais rápida aproveitando melhor os vários núcleos:

root@localhost# make -j3

E, enfim, o comando make install que irá instalar o programa no sistema. Na verdade este é o único comando que deve ser necessariamente dado como root, todos os demais podem ser usados por um usuário normal, porém como estamos trabalhando dentro do diretório /usr/src apenas o root tem permissão de escrita nele.

root@localhost# make install

Ou para desistalar:

root@localhost# make uninstall

Algumas vezes o comando make uninstall não funciona, e isso é um problema, pois você não conseguirá desinstalar o programa de maneira eficiente. Isso ocorre porque nem sempre as pessoas seguem a padronização dos comando de instalação e desinstalação nos programas que fazem, o ideal é usar um pacote pré-compilado ou compilar seu próprio pacote, que se necessário poderá ser removido.

Caso deseja fazer uma nova compilação deve primeiro limpar os resquícios e configurações da compilação anterior:

root@localhost# make clean

Vários programas contém instruções e procedimentos de instalação diferentes estes padrão, portanto sempre leia o README e o INSTALL. Se não resolver, procure a página do desenvolvedor e leia a documentação on-line. Desenvolvedores de programas open-source TEM interesse que as pessoas usem seus programas, portanto sempre informam como instalar e usar o programa.

3 – Os SlackBuilds

SlackBuilds são scrirpt de shell que automatizam a compilação de um programa e criação de um pacote binário do mesmo. O próprio Patrick Volkerding foi quem desenvolveu o sistema para ajudar na compilação de todos os pacotes da distribuição. Para usar um SlackBuild você deve colocar o script junto com o código-fonte do programa, realizar qualquer alteração necessária no script como verificar se a versão do código-fonte bate com a do script e então executar o script. Em pouco tempo um pacote do programa estará disponível no diretório /tmp pronto para instalação.

No site Slackbuilds.org ( http://www.slackbuilds.org/ ) há um FAQ que descreve de maneira simples o uso dos SlackBuilds que traduzi logo abaixo:

Passo 1 – Download Baixe o arquivo de SlackBuild da aplicação que deseja compilar e extraia-o no seu diretório de trabalho. Por exemplo, depois de extrair o arquivo chemtool.tar.gz, você deverá ter a seguinte árvore de diretórios:

./chemtool
|– README
|– chemtool.info
|– chemtool.SlackBuild
|– chemtool.desktop
|– chemtool.png
|– slack-desc

O acesso anônimo por FTP está disponível em ftp://ftp.slackbuilds.org se lhe for mais conveniente.

Depois, baixe o código-fonte da aplicação do endereço listado no arquivo chemtool.info e coloque-o no diretório chemtool com os demais arquivos. Há também um link direto para o arquivo tarball do programa a partir do repositório do slackbuild.org.

Passo 2 – Edite o SlackBuild se necessário

Se a versão do chemtool é mais recente que a especificada no script de SlackBuild, você deverá corrigí-la de acordo. Usando seu editor preferido, abra o script chemtool.SlackBuild e encontre a linha que comece com “VERSION”

VERSION=1.6.7

Mude-a de acordo com a versão atual do fonte do chemtool.

Se alguma versão nova de aplicação não for compilada corretamente apenas com a troca da string “VERSION”, avise ao pessoal da SlackBuild.org (em inglês) pelo link http://www.slackbuild.org/bugs/.

Passo 3 – Execute, como root, o script de SlackBuild

Torne o script executável com o chmod e execute-o:

root@localhost# chmod +x chemtool.SlackBuild

root@localhost# ./chemtool.SlackBuild

Passo 4 – Instale o pacote

Assumindo que tudo correu de acordo com o plano (a compilação terminou sem erros), o pacote pronto deverá estar no diretório declarado na string “OUTPUT” no script SlackBuild (o padrão é o diretório /tmp ). Use installpkg para instalá-lo; provavelmente você moverá o pacote para algum lugar seguro para guardá-lo depois de instalado.

Você pode criar o seu próprio SlackBuild se achar interessante, segue abaixo um link do SlackWiki repleto de instruções: http://www.slackwiki.org/Writing_A_SlackBuild_Script.

4 – Instalador binário

Algumas aplicações, na maioria proprietárias, tem um instalador binário, tal como drivers da Nvidia, Google Earth, etc. Basta executar o instalador como root e seguir as instruções em tela:

root@localhost# ./programa-x.bin

Qualquer dúvida ou problema vale visitar a página do programa e dar uma olhada nas instruções disponíveis.

Habilitando o Compiz no Slackware 12

Compiz é o primeiro gerenciador de janelas para o servidor de janela X que oferece aceleração OpenGL. A integração permite que as janelas possuam efeitos visuais, como animações ao minimizar e uma área de trabalho em forma de cubo. Compiz segue os padrões do ICCCM e por isso pode ser usado no lugar do Metacity do GNOME e KWin do KDE. Foi lançado pela Novell em janeiro de 2006 como uma nova versão do Xgl.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A partir da versão 12 o Slackware passou a incluir o Compiz nos seus pacotes nativos (vide Disc 2, pasta slackware/x/compiz-0.5.0-i486-1.tgz), para ativá-lo é necessário apenas três alterações no xorg.conf como root:

#vi /etc/X11/xorg.conf

Antes (primeira alteração):

Section “Device”
Identifier “VESA Framebuffer”
Driver “nvidia”
#VideoRam 4096
# Insert Clocks lines here if appropriate
EndSection

Depois (primeira alteração):

Section “Device”
Identifier “VESA Framebuffer”
Driver “nvidia”
Option “RenderAccel” “true”
Option “AllowGLXWithComposite” “true”
#VideoRam 4096
# Insert Clocks lines here if appropriate
EndSection

Obs: no meu caso uso o driver “nvidia” que eu mesmo compilei (existe um artigo aqui mesmo explicando como fazê-lo), o padrão no xorg.conf é “vesa”. É altamente recomendada uma placa com aceleração 3D suportada em Linux com o driver devidamente instalado para fluidez dos efeitos.

Antes (segunda alteração):

Section “Screen”
Identifier “Screen 1″
Device “VESA Framebuffer”
Monitor “My Monitor”

Depois (segunda alteração):

Section “Screen”
Identifier “Screen 1″
Device “VESA Framebuffer”
Monitor “My Monitor”
Option “AddARGBGLXVisuals” “true”
Option “DisableGLXRootClipping” “true”

A terceira alteração trata-se de incluir as configurações abaixo no final do arquivo, depois do último “EndSection”:

Section “Extensions”
Option “Composite” “Enable”
EndSection

Salve o arquivo e reinicie o modo gráfico (ctrl+alt+backspace). Já no KDE, abra um terminal e digite os seguintes comandos:

$compiz –replace decoration wobbly fade minimize cube switcher move resize place rotate zoom scale &

$kde-window-decorator –replace &

Obs: caso o primeiro comando volte a mensagem “compiz: Failed to load slide: freedesktop” não se preocupe, trata-se de um erro não crítico que não irá atrapalhar o funcionamento do programa.

Seguem uma lista com alguns comando do Compiz:

ctrl+alt+seta_para_direita – move para a próxima área de trabalho usando efeito de cubo

ctrl+alt+seta_para_esquerda – move para a área de trabalho anterior usando efeito de cubo

ctrl+alt+seta_para_cima – coloca todos programas abertos expostos no fundo da tela

ctrl+alt+seta_para_baixo – exibe as áreas de trabalho de forma chata

alt+tab – navega para a próxima aplicação aberta com exibição de miniaturas

alt+tab+shift – navega para a aplicação anterior aberta com exibição de miniaturas

ctrl+alt+botão direito do mouse pressionado na área de trabalho – move cubo das áreas de trabalho

shift+F9 – ativa e desativa efeito de chuva

Instalação do MPlayer no Slackware

MPlayer é, na minha opnião, o mais rapído, leve e poderoso player de videos para Linux.

Vá até a página do MPlayer (http://www.mplayerhq.hu), seção “download” e baixe os seguintes arquivos dos mirrors que preferir:

Source and Binaries -> MPlayer v1.0rc1 source (o programa em si)

$wget -c http://www1.mplayerhq.hu/MPlayer/releases/MPlayer-1.0rc1.tar.bz2

Binary Codec Packages -> codecs directory -> all-20061022.tar.bz2 (todos codecs disponíveis pelo projeto)

$wget -c http://www.mplayerhq.hu/MPlayer/releases/codecs/all-20061022.tar.bz2

Skins -> Blue (é a skin padrão, qualquer outra à escolha pode ser usada)

$wget -c http://www.mplayerhq.hu/MPlayer/skins/Blue-1.7.tar.bz2

Para assistir a DVDs encriptados é necessária a biblioteca “libdvdcss” que é parte do projeto VideoLAN, vá até a página do projeto (http://www.videolan.org), seção “Developers”, opção “libdvdcss” na onde se lê “realeses” como link. Escolha a versão mais atual do código fonte:

$wget -c http://download.videolan.org/pub/videolan/libdvdcss/1.2.9/libdvdcss-1.2.9.tar.bz2

Deve-se instalar as bibliotecas e codecs antes do Mplayer.

Instalando o libdvdcss:

#tar xvf libdvdcss-1.2.9.tar.bz2 -C /usr/src/
#cd /usr/src/libdvdcss-1.2.9/
#./configure –prefix=/usr
#make
#make install

Instalando os codecs:

#tar xvf all-20061022.tar.bz2
#mv all-20061022 /usr/local/lib/codec

Instalando o MPlayer:

Nota: as opções –language=pt_br e –enable-gui usadas no “./configure” são, respectivamente, para compilar com idioma no português do Brasil e suporte à modo gráfico.

#tar xvf MPlayer-1.0rc1.tar.bz2 -C /usr/src/
#cd /usr/src/MPlayer-1.0rc1/
#./configure –prefix=/usr –language=pt_BR –enable-gui
#make
#make install

Instalando a skin:

#tar xvf Blue-1.7.tar.bz2
#mv Blue /usr/share/mplayer/skins/default

Instalando fontes:

Para assistir a DVDs com legendas são necessárias fontes que não acompanham o MPlayer. A sugestão fica por conta de usar as próprias fontes TrueType que acompanham o Slackware. As fontes TrueType ficam localizadas em “/usr/X11R6/lib/X11/fonts/TTF/”, basta o usuário criar um link simbólico apontando para sua fonte preferida apartir de “~/.mplayer/subfont.ttf”. Pessoalmente gosto da DejaVuSans:

$ln -s /usr/X11R6/lib/X11/fonts/TTF/DejaVuSans.ttf ~/.mplayer/subfont.ttf

Cada usuário deverá criar seu próprio link. Qualquer fonte TrueType (.ttf) pode ser usada, basta indicar de maneira correta a localização dela no link ou colocá-la na pasta ~/.mplayer/ renomeando-a para “subfont.ttf”.

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